Um ponto fundamental e que, às vezes, as pessoas se esquecem é valorizar a luz natural que a casa - ou apartamento - proporciona. Com o simples uso de cortinas, você dá um ar diferente ao ambiente, utilizando das cores e do tipo de tecido. Compare as duas imagens: a foto à direita possui cortinas em tons mais claros e deixa o ambiente mais iluminado. Se a cortina fosse branca, do mesmo tecido, a sala ficaria ainda mais clara.Já a sala da imagem à esquerda recebe, praticamente, a mesma incidência de luminosidade da rua, mas está bem laranja. Isso porque o arquiteto e urbanista, Cadu Ribeiro, usou uma cortina de tom laranja bem forte. "Quem vê a sala antes de entrar tem a impressão que existe uma luz laranja acesa", comenta.
É essencial pensar qual é o uso que se faz no ambiente, se é para leitura, para relaxar, para trabalhar... e não se esquecer da economia de energia. "Falar de lighting design, sem falar em economia não funciona", diz o arquiteto.
Mas é claro que a luz artificial é essencial. A luz central do ambiente, por exemplo, deve ser a mais forte, mas é interessante existirem luzes periféricas como aliadas, que são os spots, arandelas, colunas, abajures...
iluminação periférica pode ser difusa, como dos abajures e direcionada, como dos spots. A luz difusa cria uma ambiência mais aconchegante, de penumbras, que é usada em quartos, por exemplo. Existe a possibilidade de se instalar um dimmer, aparelho que qualquer eletricista pode colocar e serve para diminuir ou aumentar a intensidade da luz central. Já a direcionada é uma luz para leitura e iluminação de objetos, como quadros.
Detalhes
Pequenos detalhes de iluminação fazem a diferença. Uma sombra no tampo de vidro de uma mesa, luz refletida na televisão, sombra durante a maquiagem... são detalhes que incomodam, mas que, às vezes, deixamos passar.
Deve-se ter cuidado com o material e cores de luminárias, porque eles podem refletir a luz e atrapalhar a iluminação. As de plástico esquentam muito e podem dar cheiro de plástico queimado. Uma dica legal para quem gosta de ler em diversos lugares da casa é comprar luminárias que possam ser transportadas de lá pra cá, sem transtornos.
Se a parede de sua casa não é muito alta, compre uma luminária estilo coluna, que ilumina de baixo para cima e dá impressão que o pé direito é mais alto. Quem é fã de lustres, preste atenção: se é do estilo com a luz para cima, o teto deve ser branco para que a luz reflita e ilumine bem o ambiente.
Banheiro
Sabe aqueles spots que ficam em armários de banheiro, acima do espelho? Pois é, o uso está incorreto! Dessa forma, a luz vai fazer uma sombra de cima pra baixo. E venhamos e convenhamos, sombra pra fazer barba e, principalmente, maquiagem não rola. O correto é usar arandelas ao lado do espelho. Como o banheiro, normalmente, possui janelas pequenas, é importante que o local seja bem iluminado.
Sala.
Tudo bem que uma luz central na sala é suficiente para iluminar todo ambiente, mas quando dá vontade de assistir à televisão num ambiente mais aconchegante, o bom é luz baixa, até mesmo para não refletir a luminosidade na tela da TV.
Em uma sala de jantar, a dica é colocar uma luz pendente sobre a mesa, com distância mínima de 70 cm, para que não aconteçam sombras.
Para aumentar o tamanho de uma pequena sala, as decoradoras Erika Geara e Fernanda Cotta dão a dica de usar iluminação generosa e um espelho em uma das paredes.
Cozinha
O importante na cozinha é que as áreas de trabalho sejam bem iluminadas, com luz branca, para que tudo fique bem visível. O arquiteto Cadu Ribeiro dá uma dica. Use luminárias, como arandelas, se o teto for bem alto e que sejam de fácil limpeza e outras tipo spot nos armários. "Existem cozinhas planejadas que já possuem um vão para que luzes sejam encaixadas", diz Cadu.
Corredor
Área de passagem, mas que merece uma iluminação vasta. Um jeito diferente e bonito de fazer isto é usar trilhos, além de uma luz central, que podem ser fixos ou não e de diversos tamanhos.
Se no corredor existirem quadros, você pode direcioná-los para destacar a obra. "Como alguns são móveis, você pode direcionar uma das luzes do trilho, especificamente, sobre o objeto que deseja", ensina o arquiteto.
Técnicas básicas:
"A luz central de um ambiente deve ser a mais forte, mas é interessante instalar luzes periféricas como auxiliares, como spots, arandelas, colunas, abajures", afirma a especialista em projetos de iluminação Denise Furcolin. Os abajures são essenciais em ambientes mais aconchegantes, como o quarto. Os spots, que produzem uma iluminação direcionada, são usados para leitura e iluminação de objetos, como quadros. Pequenos detalhes fazem a diferença porque dão conforto visual e deixam os ambientes mais agradáveis. Uma luz refletida na televisão, uma sombra durante a maquiagem ou a barba são incômodos que podem ser evitados apenas com a colocação correta de um spot, por exemplo.
Também deve-se levar em conta o material e as cores de luminárias, porque eles podem refletir a luz e atrapalhar a iluminação. Para quem gosta de ler em espaços diferentes da casa a sugestão é usar luminárias que possam ser transportadas de um lugar para o outro com facilidade e que fiquem atrás e um pouco acima do leitor com o foco no livro. Já na sala de TV, a dica é iluminar suavemente a parede atrás ou em volta do aparelho para que a luz não reflita na tela.
Para as casas com pé direito baixo, as luminárias em estilo coluna iluminam de baixo para cima e dão impressão de que a parede é mais alta. Os lustres com luzes para cima devem ser usados em tetos brancos para que a luz reflita e ilumine bem o ambiente.
A luz direta de um lustre central no teto cria um cenário homogêneo, que, apesar de menos interessante, é necessário para ocasiões de cerimônia. Lâmpadas embutidas em sancas, abajures e arandelas são recursos para criar um jogo de luzes indiretas, adequado a uma conversa entre amigos ou para a hora do relax. Spots e luminárias dão destaques a certos objetos. No canto de leitura, luminárias articuláveis com lâmpada potente a 50 cm do livro. Sobre a mesa de jantar a luminária deve ficar a uma distância de 80 cm.
A cor (tonalidade) da lâmpada também influencia no conforto. Poucos consumidores sabem, mas as lâmpadas fluorescentes podem ser produzidas nas tonalidades amareladas, azuladas ou neutras e cada uma delas têm sua propriedade. A branca-amarela é indicada para quartos e salas, já que remetem a conforto e aconchego e passam a sensação de tranqüilidade; a branca-azulada é indicada para banheiros e cozinhas, pois passam uma sensação de limpeza e frescor e mantêm as pessoas mais ativas; e a branca-neutra torna os ambientes claros sem interferir nas atividades exercidas no local.
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